sexta-feira, 13 de junho de 2014

Qualquer coisa. Talvez.

No reflexo da minha alma
silenciosa,

Nas entre linhas das palavras
de um livro abandonado,

Nas pegadas desconhecidas
pisadas ao acaso na areia,

Ânsia de me encontrar,
no outro lado do mundo.



(Os Santos Populares deixam-me pensativa. 
Não sei se é o álcool que me mói a mente, 
ou se é o coração que, por vezes, dispara.. )

sábado, 10 de maio de 2014

A matéria das Palavras

Estamos aqui. Interrogamos símbolos persistentes.
É a hora do infinito desacerto-acerto.

O vulto da nossa singularidade viaja por palavras
matéria insensível de um poder esquivo.

Confissões discordantes pavimentam a nossa hesitação.
Há uma embriaguês de luto em nossos actos-chaves.

Aspiramos à alta liberdade
um bem sempre suspenso que nos crucifica.

Cheios de ávidas esperanças sobrevoamos 
e depois mergulhamos nessa outra esfera imaginária.

Com riscada atenção aspiramos à ditosa notícia 
de uma perfeição especialista em fracassos.

Estrangeiros sempre
agudamente colhemos os frutos discordantes. 

Ana Hatherley





quarta-feira, 23 de abril de 2014

Abri uma página ao acaso de um dos livros do escritor Eugénio de Andrade, saiu isto:

Brotou água onde tudo era secura.
Paz onde morava a solidão.
E a certeza de que a sepultura
é uma cova onde não cabe o coração. 

Eugénio de Andrade





sexta-feira, 11 de abril de 2014

Simplicidade *



Facto: Não é preciso ter asas para voar...



As coisas são simples. O ser humano é que é complexo. A sua complexidade é a muralha que quase sempre nos distância da felicidade.





sábado, 5 de abril de 2014

A escalada

Um caminho longo
vários trilhos que muitas vezes,
nos levam ao nada.


Uma chuva de obstáculos
ultrapassada, 
A luz que renasce
 com pequenas metas.


A lua chega
silenciosamente
com os nossos sonhos,
medos e frustrações.



O sol veste-nos 
de força para continuar
a escalar a montanha
da vida.



(Este foi de improviso.. a ressacar da falta do sol. Onde estás tu?)



quarta-feira, 26 de março de 2014

Entre rascunhos

Facto: Há uma vez na vida que os nossos sentimentos são estrangeiros aos olhos dos outros.


(Rascunho perdido desde 04/2011. Ainda faz sentido.)

segunda-feira, 10 de março de 2014

No ouvido *

Cada vez que siento que el mundo se me esta cerrando,
solo pienso en encarparme del mal,
y cada vez que siento que el aire se me esta acabando
solo pienso en volar,
hasta donde nadie me pueda encontrar

Frankie J