sábado, 14 de março de 2009

Não há pessoas certas.
Há momentos certos,
com pessoas erradas.

segunda-feira, 9 de março de 2009

vulneravél *

Estou de porta aberta. O vento empurrou-te até à minha entrada. Entraste por entrar, porque calhou. Talvez fosse a única porta que se encontrava aberta. Querias-te proteger do frio da solidão e então, entraste. Sem eu querer. Não te bati com a porta, porque mesmo sem eu querer - precisava de ti. Aceitei-te desde início. Porque precisava de ti. Perdoei-te porquê? Porque precisava de ti.
Tornou-se um ciclo vicioso. Eu preciso de ti, tu precisas de mim. Os motivos são bem diferentes.
Mas precisamos-nos.
O teu barco, ficou naufragado na minha praia.

domingo, 1 de março de 2009

Respostas *


Tudo se torna demasiado complexo, quando temos de encontrar as nossas próprias respostas. Começamos sempre por procurá-las pelo caminho mais fácil - os outros - mas na verdade, todas as respostas para as nossas milhares de perguntas, encontram-se mais perto do que imaginamos, em nós. Ainda não encontrei - em mim - as respostas que preciso. A tua pergunta continua à espera de ser respondida. A resposta continua adormecida no interior da minha alma.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

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R: Tu pensas que sou desmontável.
Partes, constrois e partes.
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-Não sei porque estás a dizer isso..
R: Porque construiste e já partiste.
Se construires, não quero que partas.


-Eu nao vou partir mais.


R: Tens de me falar isso nos olhos, no meio de lisboa.


- Está bem. Quando estiveres disposto, a uma visita guiada por Lisboa um dia,
eu prometo que te digo o que tenho para dizer.


R: Fico a espera desse dia.
Porque gostas e porque destruiste ?


- Porque as vezes é preciso destruir , para que "nasça" com mais força.
É como os castelos de areia, destruimos, para construir uns maiores..

R: Podes ir sempre reforcando as paredes, colocando a areia sem as falhas.


- Mas iria ficar com falhas na mesma.

(...)


R: Acreditas em qualquer um que te demonstre que goste de ti.
Mas pergunta-lhes se quando os tratares mal, se eles te vão perdoar. Acho que não.
Quantas vezes me trataste mal? (Não é uma pergunta)

- Já percebi onde queres chegar.. Desculpa.


R: Desculpo-te sempre.
Cada vez que te perdoo,
é uma falha no castelo de areia.
(...)


-Lutar para que , e porque?
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R: Para construires o castelo.
Inscreve-te na cruz vermelha, faz com que ames os outros.
Saber amar, para ser amada. Eu não sei amar.
Vira Hippie, metaleira
Parte, destroi.
Faz algo bonito.
Chora. Eu tapo-te a cara, se tiveres vergonha.
Levanta-te se caires.
Uma coisa de cada vez, vê por onde metes os pés.
Porque eu, gosto de ti estúpida.


- Obrigada por me teres aberto os olhos. Mas sabes bem, que vou fecha-los outravez,
mesmo que não queira. Não vamos tornar essas palavras banais. (como tu dizes)
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R: Amo-te, é essa a palavra. Eu sei que és humana.
Mas se é dele que gostas, tens o meu apoio.


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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

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Tú no sabes quien soy yo,
No sé quien eres tú,
Y en realidad, quien sabe que somos los dos
Y yo como un secuestrador te persigo por amor,
y aunque tú no sepas mi dirección,mi apellido y mi
voz,y la clave de mi corazón

Alguien te quiere,alguien te espera,alguien te sueña y
tú sabes que soy yo,
Alguien te piensa constantemente,alguien te busca y
por fin te encontró,
Alguien te amó y alguien soy yo

Yo no pido nada más,que estar feliz y tu lo estas y
sentirte bien,
Aunque no sepas quien,quien te quiere sin más por
encima del bien y del mal.

Alguien te quiere,alguien te espera,alguien te sueña y
tú sabes que soy yo,
Alguien te piensa constantemente,alguien te busca y
por fin te encontró,
Y alguien soy yo

En el fondo de mi vida no me queda otra salida ...que
no seas tú!
Tú no sabes quien soy yo,
No sé quien eres tú... Ya somos dos

Alguien te quiere,alguien te espera,alguien te sueña y
tú sabes que soy yo,
Alguien te piensa constantemente,alguien te busca y
por fin te encontró,
Alguien te amó,Y alguien soy yo..

Enrique Iglesias
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(A música que o rádio toca,
em todas as nossas madrugadas )

Tempestade Interior *


A tempestade passou.
A chuva dentro de mim parou.
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- Flutuo na água derramada à procura de respostas -
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Dia Mau *

O silêncio entra pela janela entreaberta do quarto, arrefece-me o sangue mas esquece-se de me congelar as lágrimas. Lamento-me:
Já não te quero solidão. Já não te desejo. Já não me dás tranquilidade. Transformaste a minha vida, numa realidade sem chão. Enganaste-me. Tiraste-me tudo. Nada me resta. Até o nada me roubaste.
Suplico-te,
Congela-me de uma vez.