domingo, 21 de fevereiro de 2010

O segundo da palavra *

Vamos continuar a correr. Quero chegar a tempo de contemplarmos juntos o pôr-do-sol... vamos deixar as brisas perfumarem a essência de cada momento, de cada segundo. Dá-me a mão e, simplesmente, vamos ser.

Ricardo Lima

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

À deriva *


Penso, mas não falo. Escrevo o que penso, mas não faço que escrevo. As vontades continuam anónimas. Os sentimentos continuam perdidos. As palavras continuam sufocadas na voz do meu silêncio. Um silêncio lâmina, que corta todas as ligações com a realidade. Uma realidade que ainda se encontra desfocada, e que os caminhos da vida, ainda se superam das tempestades.





quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Migalhas.

Sinto muito mas não vou medir palavras
Não se assuste com as verdades que eu disser
Quem não percebeu a dor do meu silêncio
Não conhece o coração de uma mulher

Eu não quero mais ser da sua vida
Nem um pouco do muito de um prazer ao seu dispor
Quero ser feliz
Não quero migalhas do seu amor
Do seu amor
Quem começa um caminho pelo fim
Perde a glória do aplauso na chegada
Como pode alguém querer cuidar de mim
Se de afeto esse alguém não entende nada


Não foi esse o mundo que você me prometeu
Que mundo tão sem graça
Mais confuso do que o meu
Não adianta nem tentar
Maquiar antigas falhas
Se todo o amor que você tem pra me oferecer são migalhas
Migalhas

Simone

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Há algo que fica sempre *


"Um beijo. Um sonho. Um sorriso."


Às vezes lembro-me de ti, mesmo sem memórias certas. No entanto, as tuas palavras, sempre foram nítidas,  tal como as tuas despedidas. Há sempre alguma das memórias que fica por cima de todas as outras. E a que ficou, foi a imagem e as palavras da tua despedida. Uma despedida sem regresso. "Um beijo. Um sonho. Um sorriso"


 
( e que o sol brilhe. brilhe sempre. em ti. )

domingo, 31 de janeiro de 2010

Esquecimento *




Entre ruas descalças
Onde o silêncio é residente,
a noite afoga a luz dos dias.

Quatro paredes sufocam,
encobrem, os vestígios
de um sentimento
que a existência esqueceu.

Está em extinção
Ninguém mais acredita,
Porque ninguém o vê.
Morrerá,
Ninguém mais o sente.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

4.48 Psychosis *

- At 4.48

when sanity visits
for one hour and twelve minutes I am in my right mind.
When it has passed I shall be gone again,
a fragmented puppet, a grotesque fool.
Now I am here I can see myself
but when I am charmed by vile delusions of happiness,
the foul magic of this engine of sorcery,
I cannot touch my essential self.
Why do you believe then and not now?
Remember the light and believe the light.
Nothing matters more.
Stop judging by appearances and make a right judgment.
- It's all right. You will get better.
- Your disbelief cures nothing.

Look away from me.

Sarah Kane


.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Quando Regressamos a Nós Mesmos *



  Morri em ti
reencontrei-me
Regressei a mim.

O coração rejeitou
a anestesia do bem-estar encenado
Fugi de mim,
escondi-me em ti.

O tempo
Apagou o vestígio de ti.
Morreste em mim.
Renasci.