quarta-feira, 23 de março de 2011

(...)

my heart grows colder with each day.

terça-feira, 22 de março de 2011

If Only


"when you love someone
don't let him go
fight for your love
even if it seems that
there is no chance...
Remember
it's now or never



imagine it was your last day
what would you do?
live every day as
if it was your
last one...





Follow your heart
against all chances


Tell people how you feel
Take risks
try new things..
Believe in the future
and more than anything...


Because when all is said...
Love..
is the only thing
that never dies."


Hoje apeteceu-me fugir da rotina. Deixar os meus horários, as minhas obrigações do outro lado da porta à espera do dia de amanhã. 
Acordar com o sol a dar-me os bons dias. 
Tomar o pequeno-almoço tarde. 
Pendurar o meu baloiço na varanda e ficar por lá a ler Nicholas Sparks. 
Cozinhar (que é raro). e comer a minha obra prima - que não ficou nada de jeito - mas soube-me bem. 
Arrastar-me até ao sofá e prender-me automaticamente ao filme desde o seu início, como o habitual. Quando o vejo, choro sempre. Como se fosse a primeira vez. Este filme é o meu antídoto. Dá-me uma enorme vontade de viver. 


domingo, 27 de fevereiro de 2011

De luto por pessoas vivas *

Ando com um bolo no estômago à semanas, formado por um acumular de situações que eu sinto, e que não consigo explicar-te de uma forma fluente, curta e explícita. Porque só os meus olhos as vêm, e só o coração as entende. O bolo no meu estômago tem o teu nome. Provavelmente tem a cor do teu sangue, que é verde. De tão amargo e que é. Tem também o formato da raiva que sinto por ti. Esta raiva - que me envergonho sempre - de a ter situada no lado esquerdo do peito, vai passar, quando der lugar à indiferença. Às vezes já a sinto por perto. 

Já me questionei se a raiva será mesmo de ti, ou de mim. De mim por te ter dado os meus braços para te agarrares quando choravas discretamente. Por ter dado gargalhadas contigo. Por ter dividido contigo o mesmo cobertor. Por ter vivido os teus problemas. Por te ajudar a por na mesa, todas as soluções. Por ter caminhado contigo debaixo da chuva, do frio, do calor abrasador. Por me dares a mão quando eu estava a cair. Raiva de mim, por me teres dado uma esperança, quando a minha vida estava por um fio. 

É triste, perceber que utilizaste tão bem os meus pontos fracos para me atingires. E é ainda mais triste, que faças isso sem nenhuma razão aparente. A pessoa que me tirou do poço, quer me por lá outra vez. Ironia da vida.
Não vais conseguir. Tornaste-me forte o suficiente para me deitares ao chão.  


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Estranho é o sono que não te devolve *

Estranho é o sono que não te devolve.
Como é estrangeiro o sossego
de quem não espera recado.

Essa sombra como é a alma
de quem já só por dentro se ilumina
e surpreende
e por fora é
apenas peso de ser tarde.
Como é  amargo não poder guardar-te
em chão mais próximo do coração.

Daniel Faria

sábado, 8 de janeiro de 2011

Como um barco no mar



Sinto-me como se fosse um barco, que nunca sabe como irá está o mar. Um dia levo com a brutalidade de uma onda, no outro dia navego suavemente sobre às águas calmas e respiro a maresia.





Tenho medo.
Não tenho bússola de orientação. 

Tenho medo.
Não sei a duração da tempestade. 

E se não conseguir resistir à sua força? 
Tenho medo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

2011 ..

2010 Teve um princípio asfixiante. Os primeiros quatro meses trouxeram-me muitas lágrimas, muitos pedaços perdidos pelo caminho. Muitas noites em claro. Dias frios, e coração gelado. Mais tarde, com a chegada da Primavera, o sol iluminou-me. O seu calor trouxe-me grandes vitórias, novos rostos, conhecimento, reencontros inesperados – que são sempre mais agradáveis. As ondas do mar desapareceram com as mágoas no horizonte e trouxeram-me novos sentimentos. A rapidez dos ponteiros do relógio, trouxeram um novo sentido à minha vida. Adeus 2010.

Olá 2011. Desejo que a minha vida, não perca o sentido que tanto me custou a agarrar. Que as minhas lutas, não sejam em vão. Que a vida me sorria, como eu lhe sorriu. Que o mar de sentimentos acumulados, continue calmo como um mar de tardes de verão. 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O sonho desgasta o real *

Dorme num sono suave, sobre a cama de madeira escura. A janela aberta, serve de anfitriã à brisa húmida da noite que entra pelo quarto dentro, deixando o seu rosto branco, gelado. Nada sente. A sua mente estava mergulhada no sonho, e os seus membros anestesiados com a sua assombrosa envolvência. Ainda afogado em si próprio, levanta-se com os seus pés nus, abre a porta de sua casa. Dá a mão ao seu inconsciente, e caminha na longa avenida, despida do vazio das multidões. Chove. Nada sente. Continua entre a escuridão da realidade, e as luzes incandescentes da sua cidade adormecida. As gotas de chuva, não despertam o seu consciente. 





Os seus passos pesados sobre a estrada, a chuva que absorve o seu corpo, as luzes fortes que o iluminam. O som de desespero à sua frente. Nada sente. O seu sangue expande-se sobre o alcatrão testemunha do seu último suspiro. Os seus olhos abertos, nada viram. O seu cadáver gelado, que nada sentiu. Abandona o seu corpo pesado. Lá no alto, onde nunca conseguiu chegar, a sua metade mais leve, caminha sobre as nuvens, livre dos pesos de uma vida sem sentido.
Agora, sente. Sente que continua o seu sonho. Mas desta vez, é real.





A todos aqueles que 
se esquecessem de viver. 
E que respiram o agora, 
só porque sim.