Facto: Não é preciso ter asas para voar...
As coisas são simples. O ser humano é que é complexo. A sua complexidade é a muralha que quase sempre nos distância da felicidade."Quando toda a sua verdade e dimensão nos rebentam em cima como a força da onda que explode ao bater no rochedo."
sexta-feira, 11 de abril de 2014
sábado, 5 de abril de 2014
A escalada
Um caminho longo
vários trilhos que muitas vezes,
nos levam ao nada.
A luz que renasce
com pequenas metas.
A lua chega
O sol veste-nos
de força para continuar
a escalar a montanha
da vida.
(Este foi de improviso.. a ressacar da falta do sol. Onde estás tu?)
quarta-feira, 26 de março de 2014
Entre rascunhos
Facto: Há uma vez na vida que os nossos sentimentos são estrangeiros aos olhos dos outros.
(Rascunho perdido desde 04/2011. Ainda faz sentido.)
segunda-feira, 10 de março de 2014
No ouvido *
Cada vez que siento que el mundo se me esta cerrando,
solo pienso en encarparme del mal,
y cada vez que siento que el aire se me esta acabando
solo pienso en volar,
hasta donde nadie me pueda encontrar
Frankie J
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Viagem ao passado
E cá estou eu. De pernas dormentes de estar sentada na mesma posição, a ouvir a música do meu coração, depois de uma leitura a este blog - a minha carapaça - cheia de tralha desde 2008. A minha casa. À anos que aqui estou, nesta casa de acesso restrito - pois não faço o mínimo esforço para a divulgar, até porque só entra na nossa casa quem nos queremos e quem a procura, é quem realmente a conhece, certo?
Este lugar nasceu numa tarde quente de Agosto, tarde de verão e muito tédio. Nasceu com a vontade de me expressar sem ser pela via da oralidade, que para mim sempre foi uma grande barreira aos meus sentimentos, às minhas opiniões, aos meus sonhos, desde muito pequenina.
A necessidade que eu sentia de me expressar com palavras mudas, ao longo do tempo, foi-se tornando um gosto. E hoje em dia se escrevo, é para arrumar as ideias nas gavetas, abrir as janelas às minhas opiniões, limpar o pó aos sonhos e arrumar os sentimentos nos armários, direitinhos para não se confundirem ao vestir. Sim, nós vestimos-nos de sentimentos todos os dias quando saímos de casa, pensando melhor até mudamos de "roupa" várias vezes ao dia? Para além disto tudo, escrevo sobretudo porque me faz feliz. Esta casa, faz-me feliz.
Olhando para trás e fechando os olhos, imagino esta casa sendo um pequeno chalet abandonado em tons de creme, húmido do mar, imagino um grande alpendre com uma cadeira de baloiço branca, comida pelo sol e pela maresia. No interior da casa, móveis tapados com lençóis, uma desarrumação de quem saiu à pressa de uma vida, e a abandonou. Fotografias espalhadas pela casa, com sorrisos de quem um dia foi feliz e nunca soube. Muitas cartas escritas, perdidas e engolidas pelo tempo e nunca enviadas ao seu destino. Lá fora no jardim das traseiras, grandes pinheiros com décadas, fazem sombra. Neste jardim é sempre de noite. Cheira a mágoas e respira-se solidão.
A minha casa , imagino-a assim. Esta casa é tudo o que vivi até hoje. Já foi um suspiro da ausência, hoje é apenas um mar de sentimentos acumulados. Este blog, é mais que uma casa. É uma vida. A minha vida. :)
sábado, 15 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Replay back
Nunca fui boa com tempos verbais. Troquei-me no tempo a vida toda. Ansiava tanto pelo futuro, que me esquecia que o presente existia, e que estava ali, comigo. A minha espera. Que eu o tocasse, que o vivesse. E eu, de olhos vendados. Vivi sempre fora do tempo, o meu presente era o desejo de reviver o que me tinha fugido. Foi Saudade. Recordações. Cartas. Fotografias. Memória. Longa memória.
E o Futuro, esse estranho desconhecido, que desenhava os traços da minha Imaginação. Sonhos. A História de alguém, talvez.
Não. Até hoje fui sempre passado...
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